Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:48:47 AM
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM
ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA: 06/01/2013
TÍTULO: “A
APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL”
TEXTO ÁUREO – I Rs 16.31
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE: I Rs 16.29-34
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail:
geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/
I – INTRODUÇÃO:
I Tm 4.1 - O apóstata é especialista em trazer e plantar ervas daninhas na
lavoura de Deus. Põe veneno na panela, tais como: ataca a soberania de Deus, Jd
4; nega a divindade de Cristo, At 4.12; mata a viva esperança do povo de Deus,
negando a realidade da vinda de Cristo, 2 Pe 3.1-10.
II – OS
SIGNIFICADOS DA PALAVRA “APOSTASIA”
(1) - Apartar;
(2) - Decair;
(3) - Desertar;
(4) -
Rebelar-se;
(5) - Abandonar;
(6) - Retirar-se ou afastar-se daquilo a que
antes se estava ligado;
(7) - Renunciar voluntariamente à fé;
(8) - Negar
a fé, renunciando a verdade tal como se recebeu no princípio;
(9) - Abandonar
premeditada e conscientemente a fé cristã.
O apóstata abandona a fé cristã e não abandona a cristandade, causando grande
estrago na seara do Mestre.
Por exemplo: Jo 6:60-71 - Judas foi eleito apóstolo depois de uma noite
inteira de oração. Ele foi escolhido dentre muitos outros. Mas Judas abriu asas
na direção do diabo e se tornou sua presa e possessão. Renunciou à fé e seguiu o
caminho da morte, por suicídio.
III - PASSOS QUE LEVAM À APOSTASIA:
(1) - O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as
verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc
1:15; Lc 8:13; Jo 5:44, 47; 8:46)
(2) - Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino
celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se do Senhor
através de Cristo (Hb 4:16; 7:19, 25; 11:6)
(3) - Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez
mais tolerante à vida pecaminosa. Já não ama a retidão, nem odeia a iniquidade
(I Cor 6:9-10; Ef 5:5; Hb 1:9; 3:13)
(4) - Por causa da dureza do seu coração e da sua rejeição dos caminhos de
Deus, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo. Assim, o
Espírito do Senhor se entristece, Seu fogo se extingue e Seu templo é profanado.
(Hb 3:8, 10, 13; Ef 4:30 I Ts 5:19-22; Hb 3:7-11; I Cor 3:16)
(5) - Finalmente, o Espírito Santo se afasta daquele que antes era crente (Jz
16:20; Sl 51:11; Rm 8:13; I Cor 3:16-17; Hb 3:14)
IV - DANOS CAUSADOS PELOS APÓSTATAS:
(1) - Negam a inspiração divina da Palavra de Deus;
(2) - Introduzem doutrinas de demônios;
(3) - Induzem o rebanho a ser guiado por grandes líderes e não por
sacerdotes;
(4) - Divinizam o homem e humanizam Deus;
(5) - Desqualificam o ministério da Igreja;
(6) - Cristo deixa de ser a Estrela da manhã no culto e as músicas, as
coreografias, as apresentações, os pregadores são exaltados;
(7) - Transformam a Igreja em verdadeiros clubes sociais;
(10) - Transformam a Igreja em empresa e o rebanho em produtos;
(11) – Líderes transformam-se em empresários “gospel” e garotos propaganda.
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Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:43:19 AM
CONSIDERAÇÕES INICIAISAo contrário de Judá, onde todos
os reis pertenceram à descendência de Davi, em Israel, 9 diferentes famílias
ocuparam o trono, e todas as mudanças de família foram manchadas com sangue.
Assim, chegamos a Onri, que era o chefe do exército do rei Elá. Elá tinha sido
morto por Zinri, mas boa parte de Israel não queria Zinri governando e fizera
Onri seu rei. Onri e seus aliados foram enfrentar Zinri, que preferiu atear fogo
na sua fortaleza, morrendo queimado e Onri se firmou como o novo rei de Israel,
inaugurando uma nova dinastia, que ficaria na história como a pior, a mais
pecadora e a mais perniciosa de todas as famílias que reinaram no Norte.
Onri
governou durante 12 anos, e do ponto de vista material foi um governo de
progresso e consolidação política. Instalou a capital do reino em Samária, que
estando no cume de um outeiro, era uma posição privilegiada para uma capital,
pois veremos que mesmo tendo sido diversas vezes assediada por inimigos, ela
seria somente dominada pelos assírios que ainda assim precisaram impor um cerco
de 3 anos à cidade, antes de poderem tomá-la. Com Onri Israel começou a se
projetar internacionalmente e um período de prosperidade se iniciou. A paz com
os irmãos vizinhos de Judá também foi firmada e logo mais veremos os dois reinos
juntos em ações militares, bem como a família de Onri se unindo pelo casamento
com a família real de Judá.
Mas como com todos os reis de Israel, Onri fez o
que era mau aos olhos do Senhor, e com a sua morte, o seu filho Acabe assumiu o
trono. A administração de Acabe continuou o que foi iniciado por seu pai, e
Israel prosperou tendo obtido vitórias militares importantes sobre os Sírios,
quando instruído por um profeta enviado por Deus, os israelitas, mesmo em
inferioridade, venceram os sírios de Bene-Hadade. Relatos dos assírios também
registram uma vitória importante de Israel e seus aliados sobre a Assíria na
famosa batalha de Carcar.
Por todo Israel, Acabe construiu e fortificou
muitas cidades incluindo Jericó (I Rs 16:34; 22:39). Além disso, impôs pesados
tributos em gados de Moabe (II Rs 3:4), que lhe proporcionaram um favorável
equilíbrio no comércio com a Fenícia e a Síria.
A respeito de Judá, assegurou
uma política de amizade pelo matrimônio de sua filha Atalia com Jorão, filho de
Josafá (865 a.C.) O apoio de Judá fortaleceu Israel contra a Síria. Mantendo a
paz e desenvolvendo um lucrativo comércio, Acabe esteve em condições de
continuar o programa de construções na Samaria. A riqueza que cobiçava para si
mesmo, está indicada em I Reis 22:39, onde se faz referência a uma “casa de
marfim”. O marfim descoberto pelos arqueólogos nas ruínas de Samaria pode muito
bem ser do tempo de Acabe.
Enquanto Onri pôde ter introduzido Baal, o deus de
Tiro, em Israel, Acabe promoveu o culto a este ídolo. Em sua grande cidade
capital, Samaria, construiu um templo a Baal (I Reis 16:30-33). Centenas de
profetas foram levados a Israel para fazer do baalismo a religião do povo de
Acabe. Do narrador bíblico ouvimos em I Rs 21:25 que ninguém se igualou a Acabe
no desagradar a Deus. Acabe se casou com uma princesa de Sidon, cuja influência
maléfica sobre ele e sobre todo o Israel não encontrou paralelo na história
bíblica. Seu nome era Jezabel. Jezabel poderosamente influenciou todo o governo
de Acabe; instalou oficialmente em Israel o culto a Baal; e de todas as maneiras
perseguiu e buscou a destruição de quem quer que fosse fiel a Jeová.
O
objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da
literatura evangélica, com a finalidade de
ampliar a visão
sobre a apostasia no reinado de Acabe. Não há nenhuma pretensão de esgotar o
assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns
elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.
I.
AS CAUSAS DA APOSTASIAJezabel, no hebraico,
significa “casta, virtuosa, sem idolatria”. Imagine! Esta mulher muitíssimo
ímpia, idolatra, maquinadora, odienta, usando um nome que significa virtuosa,
sem pecado. Alguma coisa muito má levando o nome de boa. Mas, ironicamente, é
“casta?” - com um ponto de interrogação. Como? Quando? Onde? Como foi que ela se
tornou casta?
Agora olhe para Acabe. “Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau
aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. Como se fosse
pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a
Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou”
(I Reis 16:30-31). Acabe significa “um como pai” ou “estampado com a natureza de
seu pai”. Jezabel representa a falsa doutrina e Acabe é sua vítima.
A Bíblia
declara que não bastava que Acabe tivesse um coração inclinado para pecado,
idolatria e contemporização. Ele traz para a sua vida uma influência satânica
que o confirmará em seu pecado. “Não houve ninguém como Acabe, que se vendeu
para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o
instigava” (I Reis 21:25).
A mensagem então é: que a tendência dos cristãos
que se apegam a pecados secretos e luxúria abraçam uma falsa doutrina que só os
instiga e confirma em seus pecados, e contraem matrimônio com esta doutrina. A
última coisa de que Acabe tinha necessidade era Jezabel. Quão perigosa! Ela
salientou o que havia de pior nele, magnificou esse aspecto, e o destruiu. Dá-se
o mesmo com a falsa doutrina. Se houver qualquer pecado, paixão ou mundanismo em
você, a última coisa de que você precisa é uma doutrina que traga à tona o que
você tem de pior.
Quando Davi pecou com Bate-Seba, ele não necessitou de um
falso profeta com uma mensagem tranqüilizadora para dizer-lhe quanto Deus o
amava. Ele necessitava de um profeta imparcial, Natã, com um dedo apontado,
clamando: “Tu és o homem.” Os que pregam a doutrina de Cristo mostram ao povo a
diferença entre o mal e o bem. De seus lábios não sai nenhuma mistura. “À meu
povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre
o impuro e o puro” (Ezequiel 44:23). Ezequiel denuncia esses falsos profetas que
se enriquecem trazendo uma mensagem que escusa o pecado.
“
Conjuração dos
seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, arrebatando a sua presa;
eles devoram as almas, tomam tesouros e coisas preciosas, e multiplicam as suas
viúvas no meio dela. Os seus sacerdotes transgridem a minha lei, e profanam as
minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem
discernem o impuro do puro; de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou
profanado no meio deles. Os seus príncipes no meio dela são como lobos que
arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas, para
seguirem a avareza. Os seus profetas têm feito para eles reboco com argamassa
fraca, tendo visões falsas, e predizendo-lhes mentira, dizendo: Assim diz o
Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado” (Ezequiel 22:25-28).
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Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:39:02 AM
Professoras e professores, estamos iniciando mais um ano de atividades na
EBD. Motivação, estímulo, compromisso, responsabilidade, preparação e oração são
ingredientes que não podem faltar à vida daqueles que estão ensinando. Então,
mãos à obra!
- Vamos pensar um pouco sobre o tempo de aula da EBD. Nas escolas seculares,
a hora/aula dos turnos matutino e vespertino tem50 minutos de duração, enquanto
no noturno 40m, com 5 aulas diárias. E na EBD, temos 01 aula semanal,
geralmente, de 50 a 60 minutos. Considero que é este tempo é pouco, o ideal
seria 1h30m. Mas, qualquer que seja o tempo destinado para a aula, deve ser bem
utilizado. Sendo assim, preparem-se e promovam aulas criativas, dinâmicas e
cativantes! Destinem um pouco desse tempo(05 minutos no máximo), para manter um
contato com os alunos, antes de introduzir o tema da aula. Para isso, vocês
devem perguntar como eles passaram a semana; observem atentamente o que eles
estão falando, pois vocês podem detectar se há alguém precisando de oração, de
uma conversa etc. Apresentem os visitantes. Vejam também qual o melhor horário
para vocês apresentarem os alunos aniversariantes da semana, se houver. Com esta
atitude, somada aquela do início da aula, vocês estão formando vínculos afetivos
com os alunos. Vocês sabiam que aprendizagem também passa por vínculos afetivos?

- Organizem o tempo de aula para realizar a panorâmica
do trimestre e depois trabalhar a lição 01.
1 - Panorâmica do Trimestre - apresentem os itens apontados
abaixo:
- Tema: Elias e Eliseu: Um Ministério de Poder para toda a Igreja
- Capa: O que vemos? Uma cruz, pomba e fogo. O que estas figuras têm a ver
com o tema do trimestre? A Igreja é triunfante através do sacrifício de Jesus na
cruz, que ressuscitou e foi assunto aos céus, deixando o Consolador, aqui
simbolizado pelo fogo e a pomba, de quem a Igreja recebe poder para ser
testemunha de Cristo, ensinando, pregando e operando maravilhas através da
operação do Espírito Santo.
- Comentarista: Pastor José Gonçalves. Vejam algumas informações sobre ele na
“Interação” da lição 01. Se possível, apresentem uma foto dele.
- As lições do trimestre: Lição 01: Contexto espiritual e moral de Israel, da
época de Elias e Eliseu. Lições 02 a 06: Falam sobre Elias Lição 07: Cobiça de
Acabe Lição 08: Sucessão de Elias por Eliseu Lição 09: Transfiguração Lições 10
a 13: Falam sobre Eliseu
2 - Lição 01: “A Apostasia no Reino de Israel”.

- Após falar do tema da aula, perguntem o que os
alunos entendem por “apostasia”. Aguardem as respostas e depois formulem uma
definição de forma coletiva, acrescentando ou corrigindo algumas ideias, se
necessário. Aproveitem para fazer diferença entre “heresia” e “apostasia”.
- Falem que I Reis é o livro base para estudo
- Trabalhem os seguintes pontos: Situação espiritual e moral do povo
Israelita Reinado de Acabe: apogeu político e econômico Cenário da época do Rei
Acabe e sua esposa Jezabel: os promotores da apostasia As consequências da
apostasia Aparecimento de Elias neste contexto
- Depois, utilizem a dinâmica
“Teia de Jezabel” ou
“Separados”.
- Para finalizar a aula, apliquem a dinâmica
“Projeto 2013″,
que tem como objetivo fazer com que os alunosplanejem metas e ações
para 2013.
Tenham uma excelente e produtiva aula!
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Atitude de Aprendiz
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Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:34:55 AM
TEXTO ÁUREO“
E sucedeu que (como se fora coisa leve
andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a
Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se
encurvou diante dele” (1 Rs 16.31).
- Esse casamento do filho de Onri
com a filha de Etibaal pode ter sido arranjado por Onri devido a razões
políticas. A presença de Jezabel trouxe apoio oficial, na nação de Israel, à
adoração a Baal. Baal significa “senhor”ou “marido”. Baal era um deus da
tempestade, uma divindade dominante da religião Cananéia. Ele era considerado
providencial por enviar chuvas e fertilidade à terra, semeando assim a vida.
[a]VERDADE
PRÁTICAA apostasia na história do povo de Deus é um perigo real
e não uma mera abstração. Por isso, vigiemos.LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE1 Reis 16.29-34.
OBJETIVOSApós esta aula, o aluno deverá estar apto
a:
- Identificar as causas e os agentes da apostasia em Israel;
- Conscientizar-se sobre os perigos da apostasia; e
- Compreender quais foram as consequências da apostasia para
Israel.
Palavra Chave
Apostasia: (gr. apostasia) aparece duas vezes
no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e em Hb 3.12, como verbo (gr.
aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída,
deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se
estava ligado.COMENTÁRIOintrodução
Damos início
a mais um ano letivo em nossa escola dominical. Foi a misericórdia do Senhor que
nos trouxe até aqui e espero nEle que, neste ano, nossas escolas se encham de
alunos ávidos por conhecer mais as Escrituras; espero sinceramente que, em 2013,
em todo o Corpo de Cristo, cada crente se torne um aluno da escola dominical.
Nesta primeiríssima aula, estudaremos acerca do período mais sombrio na história
do reino do Norte, Israel, sob a regência de Acabe, filho de Onri, o sétimo Rei
de Israel (o reino do Norte). Casado com a princesa fenícia filha do rei dos
Sidônios Etbaal, Jezabel. Durante seu reinado, prosperou o culto à Baal sob o
patrocínio da rainha Jezabel, que não apenas continuou a adorar os deuses
fenícios, mas passou a combater o culto a YAHWEH, Deus de Israel. Recorreu ao
erário público para sustentar os 450 sacerdotes de Baal como também os 400
profetas da deusa fenícia da fertilidade Ishitar (Gr Astarte - ???????; heb
????? - personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida
como deusa dos Sidônios (1Reis 11.2). Era a mais importante deusa dos fenícios.
Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da
guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos). No palácio real havia
um templo dedicado a Baal. Acabe, aparentemente sentiu-se atraído pelo culto
destes deuses, relegando YAHWEH à segundo plano. Os sacerdotes e profetas
israelitas foram eliminados ou então tiveram que se exilar no deserto devido à
perseguição promovida pela rainha. Procurou estabelecer alianças com Ben-Hadade
II, Rei da Síria de Damasco, e com Josafá, Rei de Judá. Acabe liderou a Batalha
de Carcar, numa coligação síro-palestina anti assíria liderada por Ben-Hadade II
contra o expansionismo do Rei Shalmaneser III. Esta batalha é datada como
ocorrida em 853 a.C.. Foi gravemente ferido na Batalha de Ramote Gileade contra
Ben-Hadade II. Morreu durante o combate, depois de ter reinado durante 22 anos.
Seu filho Acazias, sucede-lhe no trono como rei. Sua filha, Atália, casa-se com
Jeorão, filho de Josafá, Rei de Judá. Segundo algumas cronologias, viveu de 897
a.C. a 817 a.C. e reinou a partir de 874 a.C.. Sua história é contada na Bíblia
em livros I e II Reis. Acabe governou entre os anos 874 e 853 a.C, e o seu
reinado foi marcado pela tentativa de conciliar os elementos do culto cananeu
com a adoração israelita. Uma primeira leitura dos capítulos 16.29 - 22.40 do
livro de 1 Reis, revela que essa mistura foi desastrosa para o povo de Deus. Na
prática, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso
Baal [Baal (em hebraico ??????) é uma palavra semítica que significa Senhor,
Lorde, Marido ou Dono (Dom). Baal é representado em grego como Belos e em latim
como Belus. Esta palavra em hebraico é cognata de outra em acádio, Bel, com o
mesmo significado. A forma feminina de Baal é Baalath, o masculino plural é
Baalin, e Balaoth no feminino plural. Esta palavra não tinha conotação
exclusivamente religiosa, podendo ser empregada em relações pai e filhos (por
exemplo) não sendo obrigatória uma separação hierárquica.], trazendo como
consequência uma apostasia sem precedentes e pondo em risco até mesmo a
verdadeira adoração a Deus. Em Canaã, os Hebreus lutaram em várias épocas contra
a adoração a Baal. No Livro dos Juízes, Gideão destrói os altares de Baal e a
árvore sagrada pertencente aos Midianitas. Agora, Elias é levantado por YAHWEH
para condenar o mau procedimento de Acabe por adorar Baal. Tenhamos todos uma
excelente e abençoada aula!
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Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 09:21:57 PM
Durante todo o 1º Trimestre de 2013 estudaremos na Escola Bíblica Dominical
sobre “Elias e Eliseu: Um Ministério de Poder para toda a Igreja”, através das
Lições Bíblicas da CPAD. A Lição foi escrita pelo pastor e amigo José Gonçalves,
que gentilmente convidou-me para prefaciar o livro “Porção Dobrada: Uma análise
bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e
Eliseu”, que servirá de recurso de leitura e pesquisa para superintendentes,
professores e alunos.
Mudando um pouco de assunto, quero anunciar que há uma
previsão de que até o final da primeira quinzena de janeiro/2013, a CPAD lance
mais uma obra de nossa autoria. Trata-se do livro “Pedagogia Transformadora”,
que terá como objetivo oferecer diretrizes para que uma grande revolução
aconteça nos processos educativos que se desenvolvem na Escola Dominical, e isso
através da observação, análise e contextualização da prática pedagógica do
Mestre dos mestres, Jesus. Anúncio feito, vamos agora comentar um pouco dos
principais temas envolvidos nesta primeira lição do trimestre.
AS
CAUSAS DA APOSTASIA
Para que um processo de apostasia (gr.
apostásis, afastamento,
abandono premeditado e consciente da fé cristã) alcance níveis ou proporções
gigantescas, uma série de fatos se sucede. Os grandes desastres, calamidades,
tragédias e quedas se iniciam com “pequenas” concessões, acomodações e descuidos
na vida espiritual, que acabam com o passar do tempo se manifestando na vida
moral de pessoas, comunidades e povos. Na base destas concessões, acomodações e
descuidos está o afastamento da leitura e estudo das Escrituras, e a falta de
regularidade na prática da oração. A história de Israel, da igreja e da vida
pessoal dos filhos de Deus nos prova isso.
O contexto histórico onde Elias e
Eliseu atuaram vivia as calamidades resultantes de anos de negligência e
distanciamento de Deus e da sua Palavra (Escrituras e intervenções proféticas),
alcançando uma condição deplorável e sem antecedentes (1 Rs 16.30-33). Havia uma
crise sem igual instaurada, e que diante do alto nível de apostasia alcançado,
já tinha conseguido entorpecer a consciência de reis, sacerdotes, profetas e da
grande maioria do povo.
OS EFEITOS DA APOSTASIA
Os efeitos da apostasia nos dias de Elias e Eliseu se manifestaram de forma
concreta em diversas áreas da vida nacional e pessoal em Israel.
O
distanciamento de Deus e de sua Palavra fez com que Acabe, que na condição de
líder da nação deveria ser exemplo para a mesma, andasse nos pecados de Jeroboão
(v.31). Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, e cuja mãe era mulher
viúva, ocupou o lugar que o Senhor lhe tinha reservado. O Senhor tinha lhe dito
o seguinte:
“
Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus
caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os
meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei
uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel“. (1 Rs 11.38,
ARA)
Para manter-se na condição de rei, e contar com a contínua bênção de
Deus, Jeroboão só precisava obedecer aos mandamentos e estatutos do Senhor, e
seguir as suas orientações.
Um fato, porém, começou a preocupar e a intrigar
Jeroboão. Uma vez que a Casa do Senhor, lugar de adoração, se encontrava em
Jerusalém, e que esta estava sob o governo de Roboão, pensou o
seguinte:
“
Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do Senhor,
em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e
me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Rs 12.27)
Observe que o
pensamento racional de Jeroboão colocava em dúvida a palavra e a fidelidade
daquele que lhe escolhera, que lhe estabelecera na condição de rei, e que lhe
fizera promessas de estabilidade, o Senhor. Jeroboão passou a entender que a sua
permanência no governo dependia primeiramente (e talvez exclusivamente) do
estado do coração do povo, e não da soberana vontade de Deus. Dessa forma,
precisaria dar um “jeito” de impedir tal coisa. Em sua loucura, em vez de cair
de joelhos diante do Senhor, confessando a sua incredulidade e pedindo-lhe uma
direção, buscou conselhos com quem não tinha condições de sabiamente lhe
orientar (1 Rs 12.28).
A conduta de Jeroboão e Acabe é um claro retrato de
situações que são vivenciadas nos dias atuais, onde líderes, diante do medo de
serem removidos dos lugares que Deus os colocou (partindo deste pressuposto),
agem de acordo com as suas racionalizações, e passam a seguir as orientações de
conselheiros em pior situação espiritual que a deles. Em vez de confiarem em
Deus, e de buscar a direção do altíssimo, buscam um caminho alternativo. Neste
caminho alternativo, seguem a lógica maquiavélica de que os fins justificam os
meios quando a posição do “príncipe” é aparentemente ameaçada.
No caso de
Jeroboão, ele ofereceu ao povo um culto alternativo, que implicava na prática de
idolatria a deuses alternativos (1 Rs 12.28-30), construiu nos altos santuários
alternativos (1 Rs 12.31a) e constituiu sacerdotes alternativos, que não eram
filhos de Levi (1 Rs 12.31b). Para finalizar, marcou dia e mês, e fez uma grande
festa para celebrar a sua insensatez. Foram nestes pecados que Acabe andou, e em
seus dias o culto ao Senhor foi também trocado pelo culto aos falsos deuses,
onde Baal ganhou destaque (1 Rs 16.31-32).
Para não perder o seu “reinado” ou
ampliar o seu “reino”, alguns líderes na atualidade oferecem cultos e lugares
sagrados alternativos ao povo, onde a adoração a Deus é banida, e o foco se
volta para os “objetos sagrados” ou para as “necessidades humanas”. Em alguns
casos os cultos são usados para atrair novos “clientes”, onde conforto,
comodidade e segurança são oferecidos aos participantes. Deus deixou de estar no
centro das atenções e da razão de ser de muitos cultos, dos hinos e das
mensagens.
Com a neopentecostalização dos cultos, Deus deixou de ser servido
e virou servo de dirigentes, pregadores e crentes. O objetivo dos cultos
neopentecostalizados é apenas receber de Deus, e quando alguma coisa é dada
(geralmente dinheiro), a razão última é o retorno deste ato em forma de
“bênçãos” para consumo próprio. É a idolatria aos bens, às riquezas e às coisas.
Os ídolos modernos também estão nos púlpitos (pregando, ensinando e cantando). O
culto precisa voltar a ser de Deus, por Ele e para Ele.
Para administrar e
ministrar nos lugares sagrados e em seus cultos alternativos, os tais líderes da
atualidade promovem uma seleção de candidatos, que devem enviar o seu currículo,
e assim, caso aprovados, são aproveitados como “sacerdotes alternativos”. Os
“sacerdotes alternativos” se multiplicam a cada ano, uma vez que que o perfil
bíblico não é por muitos observado. Não importa mais a chamada (ou vocação
espiritual), mas o voto na convenção, o carisma, o lucro e o desempenho dos
“sacerdotes alternativos”.
Mesmo sendo punido e advertido pelo Senhor,
Jeroboão resolveu seguir o seu caminho:
“
Depois destas coisas, Jeroboão
ainda não deixou o seu mau caminho; antes, de entre o povo tornou a constituir
sacerdotes para lugares altos; a quem queria, consagrava para sacerdote dos
lugares altos“. (1 Rs 13.33, ARA)
Infelizmente, há líderes, igrejas e
pessoas que por mais que sejam alertados, não se converterão dos seus pecados.
Para estes, o juízo divino é inevitável (1 Rs 13.34; 14.7-16). A única
alternativa de livramento é o arrependimento (1 Rs 21.27-29).
A “mistura”
ganha destaque com o casamento de Acabe com Jezabel. O Novo Testamento trata da
questão do casamento misto em relação aos cristãos.
“
Não vos prendais a
um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a
injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14)
O texto
de 2 Coríntios 6.14 nos apresenta alguns princípios que devem nortear as
associações entre cristãos e não-cristãos (fiéis e infiéis, justiça e injustiça,
luz e trevas, crentes e incrédulos, salvos e perdidos). Observemos alguns termos
para uma compreensão maior das questões aqui envolvidas.
- Jugo desigual
(gr.
eterodzygountes). Associar de maneira irregular ou discordante.
[1] Juntar
animais que precisam de jugos diferentes por que são de espécies diferentes (cf.
Dt 22.10; Lv 19.19). O conceito de jugo era usado em relação ao casamento e em
relação aos professores que concordavam em sua doutrina. Um casamento misto ou
cooperação com alguém que tenha pensamentos diferentes era considerado ser “jugo
desigual”.
[2] Formar
um par desigual, ser posto na canga com um animal diferente.
[3] Paulo
emprega o verbo
heterozygeo, que se aplica ao emparelhamento de tipos
diferentes de animais em Lv 19.19. C. K. Barrrett traduz assim: “Não deveis
entrar em arreio duplo com os descrentes”.
[4]-
Incrédulos (gr.
apístois), Descrente.
[5]-
Sociedade (gr.
metokê). Relação.
[6] Companheirismo.
[7]-
Comunhão (gr.
koinonía). Parceria, intercâmbio. Ato de participar,
compartilhar por causa de interesse comum.
[8] Ter
coisas juntos ou em comum.
[9]É
importante atentar para o fato de que o alerta feito por Paulo vai para além das
relações matrimoniais. Sobre isto Coenen e Brown comentam:
A totalidade
do contexto e do argumento de 2 Co 6:14 e segs., porém, parece olhar além dos
casamentos mistos, para a idolatria e a impureza de modo geral (cf. C. K.
Barret, op. cit., 196), embora um casamento misto pudesse levar a semelhante
idolatria e impureza.[10]
Não está aqui presente a ideia de um cristianismo
sectário, onde todo e qualquer contato e relações com os incrédulos fossem
reprovadas. Sobre isto Paulo escreveu:
Já por carta vos tenho escrito que
não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente
com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com
os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora,
escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou
avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem
ainda comais. (1 Co 5.9-11)
Como se pode observar, a preocupação do
apóstolo Paulo é sempre com o tipo de associação, que por seu alto grau de
intimidade pode corromper a fé e a santidade do crente: “
Não vos enganeis:
as más conversações corrompem os bons costumes“. (1 Co 15.33).
Coenen e
Brown afirmam que:
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Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 09:19:09 PM
Texto Básico: 1Reis
16:29-34 “E sucedeu que (como se
fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda
tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos
sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante
dele” (1Rs 16:31).
INTRODUÇÃONesta Aula inaugural trataremos, conforme os
tópicos propostos pelo comentarista do trimestre, acerca da apostasia no reino
de Israel à época do rei Acabe. Sabe-se que a história da apostasia nesse reino
começo na época de Jeroboão I, filho de Nebate, logo em seguida à cisão da nação
de Israel(doze tribos) em duas partes: reino de Judá (reino do Sul - duas
tribos: Judá e Benjamim) e reino de Israel (reino do Norte - 10 tribos). Mas, o
período mais crítico e perigoso para Israel(reino do norte) ocorreu no reinado
de Acabe, filho de Onri(fundador de Samaria). Nessa época, o culto ao Deus
verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal, trazendo como
consequências uma apostasia sem precedentes e pondo em risco a identidade
nacional e espiritual do povo de Deus, com o banimento do verdadeiro culto a
Jeová. A perseguição àqueles que se opuseram à idolatria de Acabe e Jezabel foi
ferrenha. Foi tão ferrenha que Elias pensou que só ele escapara da morte. Mas,
quando achava que somente ele havia permanecido fiel a Deus, foi surpreendido
com a notícia de que ainda havia sete mil que não haviam dobrado seus joelhos a
Baal (1Rs 19:14,18).
A apostasia é obra do maligno, e como tudo que é obra do
maligno começa de forma sorrateira, quase que imperceptível, dentro de uma ou
outra atitude que, embora seja contrária à Palavra de Deus, é tida como
aceitável e plenamente justificável. A apostasia é, sobretudo, um fenômeno
interno, um ato de rebeldia que vem do profundo do ser humano e que, por isso,
não é perceptível à primeira vista. Como nos diz o Senhor por boca do profeta
Ezequiel, o primeiro sinal da apostasia é interno, pois se trata de
“
levantar ídolos no coração” (Ez 14:3,4). É algo que não é percebido
pelo homem, já que só Deus conhece o coração do homem (1Sm 16:7).
I.
APOSTASIA1. O que é apostasia. Apostasia
deriva-se da expressão grega “
apostásis”,que significa afastamento. Com
relação à fé cristã, apostasia significa abandonar a fé cristã de forma
consciente e premeditada. Então, para que haja apostasia é necessário que a
pessoa tenha experimentado o novo nascimento, ou seja, que tenha certeza de sua
salvação e aí, de forma consciente e deliberada, abandona a fé e passa a negar
toda verdade por ela experimentada. Ninguém pode abandonar aquilo que nunca
teve. Para que haja apostasia é necessário o abandono consciente e premeditado
da fé.
No Antigo Testamento a apostasia era considerada
adultério espiritual. Israel era chamado de “esposa de Jeová”. Sempre que Israel
seguia a outros deuses, ou se curvava diante de ídolos, era acusado de
apostasia. Esta foi, inclusive, a causa principal do cativeiro
babilônico.
Satanás, aquele “querubim ungido”, descrito em Ezequiel 28:13-17
e Isaias 14:12-15, tinha plena consciência e premeditou sua rebelião contra
Deus. Ele não é apenas um apóstata, é também o pai da apostasia.
O
pecado da Apostasia, normalmente, resulta como consequência da
prática continuada de outros pecados. Foi assim com o Rei Saul,
foi assim com Judas, foi, também assim, com Israel, no deserto, quando de sua
jornada rumo à Canaã. O Senhor Deus não abandonou Israel no primeiro pecado de
murmuração, na primeira rebeldia ou no primeiro pecado de idolatria. Mas, a
prática continuada destes pecados resultou em juízo divino contra
Israel.
Israel conhecia Deus e tinha experiência com Ele. Esta é uma condição
básica para que alguém possa conhecer o
pecado da Apostasia. O
apóstata tem que tomar sua decisão de forma consciente e premeditada. Apesar de
tudo que Israel viu Deus fazer no Egito e em dois anos no deserto, mesmo assim
Israel persistiu sendo rebelde, desobediente, duro de coração, incrédulo. Assim,
em
Cades Barnéia, no deserto de Parã, o cálice da ira de Deus se
encheu, diante de mais uma provocação - “
E disse Deus a Moisés: até
quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais
que fiz no meu deles? Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei…”.
Agora, não havia mais a possibilidade de um acordo.
A apostasia estava
consumada!Assim, baseado no que aconteceu com Israel, que, pela
prática do
pecado continuado, sem arrependimento real e
sincero, acabou praticando o pecado da apostasia, também estamos sujeitos a
cometer aquele mesmo erro. Este é um risco que corre o crente desviado, e todos
aqueles que têm um pé no mundo e outro na igreja. Está escrito: “
O homem que
muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que
haja cura” (Pv 29:1).
2. Apostasia no reino de
Israel. As palavras: “
tu e a casa de teu pai” (1Rs
18:18)
, não apenas denunciam a apostasia instaurada no reino do norte,
mas também revelam que ela possuía uma tradição histórica. Muitos anos antes dos
ministérios proféticos de Elias e Eliseu, Israel havia alcançado a estrutura de
uma grande nação com o reinado de Davi (1024-965 a.C). Davi foi um grande
estadista e graças à sua piedade religiosa e sua extraordinária capacidade
político administrativa, conseguiu unificar o fragilizado estado hebreu. Nos
dias de Davi, portanto, havia uma só terra, um só povo, um só Deus, um só Templo
e uma só Lei.
Após o reinado de Davi, reinou em Israel,
ainda unificado, o seu filho Salomão. Foi neste reinado que a apostasia fincou
raízes; que cresceu durante o reinado de Jeroboão (reino do Norte - 10 tribos),
e que se generalizou superlativamente no reinado de Acabe. É exatamente durante
o reinado de Acabe que a apostasia ameaça suplantar totalmente a adoração ao
Deus verdadeiro e é nesse período que surge Elias, um dos maiores profetas da
história bíblica. Os estudiosos estão de acordo em dizer que pela primeira vez a
verdadeira fé no Deus vivo corria real perigo.
Desde a morte de
Jeroboão até o aparecimento de Elias perante Acabe, o povo de Israel
experimentou grande declínio espiritual. Governado por homens que não temiam a
Jeová e que encorajavam formas estranhas de culto, a maioria das pessoas
rapidamente perdeu de vista seu dever de servir ao Deus vivo, e adotou muitas
das práticas da idolatria.
Nadabe, filho de Jeroboão, ocupou
o trono de Israel apenas por alguns meses. Sua carreira maléfica foi subitamente
interrompida por uma conspiração encabeçada por
Baasa, um de seus
generais, para obter o controle do governo. Nadabe foi morto, com toda a sua
descendência na linhagem da sucessão, “
conforme a palavra do Senhor que
dissera pelo ministério de seu servo Aías, o silonita; por causa dos pecados de
Jeroboão, o qual pecou, e fez pecar a Israel“(1Rs 15:29,30). Assim pereceu
a casa de Jeroboão. O culto idólatra introduzido por ele tinha levado sobre os
culpados ofensores os juízos retributivos do Céu; e a despeito disso, os reis
que se seguiram -
Baasa, Elá, Zinri e Onri - durante o período de
aproximadamente quarenta anos, continuaram no mesmo curso fatal de
perversidade.
Durante a maior parte deste período de apostasia em
Israel, o rei
Asa reinava no reino de Judá. No início de seu
reinado,
Asa confiou no Senhor e ele foi vitorioso em vários conflitos.
Todavia, o longo relato do fiel serviço de
Asa foi mareado por alguns
erros, cometidos nas vezes em que ele deixou de pôr sua confiança inteiramente
em Deus.
Dois anos antes da morte de Asa, Acabe começou a
reinar em Israel. Seu reinado foi marcado desde o início por uma estranha e
terrível apostasia. Seu pai,
Onri, o fundador de Samaria, tinha feito
“
o que parecia mal aos olhos do Senhor; e fez pior do que todos quantos
foram antes dele” (1Rs 16:25); mas, os pecados de Acabe foram ainda
maiores. Ele “
fez muito mais para irritar o Senhor Deus de Israel do que
todos os reis de Israel que foram antes dele“, agindo “
como se fora
coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate” (1Rs 16:33,31).
Não contente com encorajar as formas de adoração seguidas em Betel e Dã,
ousadamente levou o povo a grosseiro paganismo, substituindo o culto de Jeová
pelo de Baal.
Tomando por esposa a Jezabel, “
filha de
Etbaal, rei dos sidônios”, e sumo sacerdote de Baal, Acabe “
serviu a
Baal, e se encurvou diante dele. E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que
edificara em Samaria” (1Rs 16:31,32).
Acabe não somente
introduziu o culto de
Baal na metrópole do reino, mas sob a liderança
de Jezabel construiu altares pagãos em muitos “
lugares altos”, onde ao
abrigo de bosques circundantes os sacerdotes e outros relacionados com esta
sedutora forma de idolatria exerciam sua danosa influência, até que quase todo o
Israel estava indo após Baal. “
Ninguém fora como Acabe, que se vendera para
fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, sua mulher, o incitava.
E fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme a tudo o que fizeram os
amorreus, aos quais o Senhor lançou fora da sua possessão, de diante dos filhos
de Israel” (1Rs 21:25,26).
Acabe era fraco em capacidade
moral. Sua união por casamento com uma mulher idólatra de caráter
decidido e temperamento definido, resultou em desastre tanto para ele como para
a nação. Destituído de princípio, e sem nenhuma alta norma de reto proceder, seu
caráter foi facilmente modelado pelo espírito determinado de Jezabel. Sua
natureza egoísta era incapaz de apreciar as bênçãos de Deus a Israel e seus
próprios deveres como guardião e líder do povo escolhido.
Sob a
danosa influência do reinado de Acabe, Israel afastou-se do Deus vivo,
e corrompeu seus caminhos perante Ele. Por muitos anos tinham estado a perder o
senso de reverência e piedoso temor; e agora parecia não haver ninguém que
ousasse expor a vida colocando-se abertamente em oposição à predominante
blasfêmia. A escura sombra da apostasia cobria toda a terra. Imagens de
Baal
e Astarote estavam em todo lugar para serem vistas. Templos idólatras e
bosques consagrados em que se adoravam as obras das mãos dos homens foram
multiplicados. O ar estava poluído com o fumo dos sacrifícios oferecidos aos
falsos deuses. Montes e vales ressoavam com o perturbado clamor de um sacerdócio
pagão que sacrificava ao Sol, à Lua e às estrelas.
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Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 09:04:28 PM
Texto Áureo: I Rs. 16.31 - Leitura Bíblica: I Rs.
16.29-34Prof. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos o ministério profético de Elias e Eliseu. Esses
dois homens de Deus foram usados com poder em contexto de apostasia. Nesta
primeira aula discorreremos sobre a institucionalização da apostasia no reino de
Israel. A principio definiremos o significado bíblico de apostasia, em seguida,
seu processo de institucionalização no reino, e ao final, suas
consequências.
1. O SIGNIFICADO BÍBLICO DA APOSTASIA
A palavra apostasia vem do grego, e significa “afastamento”, em relação ao
abandono da fé. Esse termo é encontrado apenas duas vezes no Novo Testamento, em
At. 21.21 e II Ts. 2.3. Trata-se de uma extensão da palavra apostasis que quer
dizer “manter-se longe de”. Em II Ts. 2.3 diz respeito ao ato de rebeldia, uma
revolta contra os princípios cristãos. A apostasia vai além da mudança de
ideias, isto é, da perspectiva doutrinária. Ela revela-se também através de
atitudes que não são condizentes com a vontade de Deus. Há no Novo Testamento a
distinção entre o apóstata e o herege, este último pode vir a se arrepender, e
até voltar-se para Deus (Tt. 3.10). Mas não o primeiro, pois em virtude da sua
decisão contra o evangelho, sua situação se torna irreversível (II Ts. 2.10-12;
II Pe. 2.17,21; Jd. 11-15; Hb. 6.1-6). Para alguns estudiosos das Escrituras, a
apostasia é, de fato, o pecado contra o Espírito Santo, para o qual não existe
perdão (Mt. 12.31). Em termos doutrinários, a apostasia se caracteriza pela
negação da autoridade bíblica (II Tm. 3.16,17), da realidade do pecado (Rm.
3.23; 6.23), de Jesus como Único caminho para a salvação (Jo. 14.6; At 4.12);
e/ou ênfase na salvação pelas obras (Jo. 3.16; Ef. 2.8,9). A apostasia, em
termos doutrinários, é uma oposição consciente de alguém que outrora professou a
fé cristã, mas que se voltou contra Deus e a Sua palavra, não apenas em teoria,
mas também na prática. Ao invés de permanecer na Palavra, o apóstata opta pelas
filosofias e/ou religiões humanas.
2. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA
APOSTASIA
Nos tempos de Elias e Eliseu, a apostasia religiosa grassou o Reino de
Israel. O povo, influenciado pelas autoridades político-religiosas, se
distanciou de Deus. O casamento misto de Acabe com Jezabel é uma metáfora dessa
realidade. Ao desposar essa mulher gentia, o rei de Israel, a fim de agradá-la,
“levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (I Rs.
16.32). Como se isso não fosse suficiente, Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira
que cometeu, mas abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel que foram
antes dele” (I Rs. 16.33). Acabe e Jezabel representam, nos dias atuais, os
governantes que patrocinam práticas perniciosas que desagradam a Deus. Ele “se
vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor porque Jezabel sua mulher, o
instigava” (I Rs. 21.25). A política dos homens, conforme temos acompanhado
através da imprensa, serve apenas aos interesses de uma minoria. O povo sofre
nas mãos desses governantes que querem apenas enriqueceram através dos cofres
públicos. Eles governam com os votos do povo, mas não para o povo, antes contra
o povo. Não apenas prefeitos, governadores e presidentes envergonham a nação, os
vereadores, deputados e senadores também. Muitas leis desnecessárias são
criadas, e que em nada contribuem para o bem social. Alguns deles se elegem
apenas para colocarem o “dia dos evangélicos” no calendário anual da cidade. Os
nãos evangélicos também não se diferenciam desse modelo. Há quem se eleja e a
única “contribuição” é a de colocar o nome de um parente falecido em uma rua
importante da cidade. Eles nada fazem para melhorar a vida das pessoas,
destacando ainda aqueles que criam leis desumanas, absurdas e contrárias aos
princípios divinos, apenas pelos prazer da contestação.
3. AS
CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA
As consequências da apostasia no tempo de Elias e Eliseu podem ser percebidas
na perda da identidade espiritual. O povo de Israel tinha um Pacto estabelecido
com Deus, sob o qual deveria se pautar. A ruptura dessa Aliança traria
consequências drásticas. O povo de Deus havia se tornado de Baal, não adorava
mais o Senhor, e sim ao deus cananeu da fertilidade. Mas não podemos incorrer no
equívoco de pensar que Deus tem uma nação preferida nos dias atuais. Na verdade,
a nação santa de Deus, o povo escolhido atualmente é a Igreja (I Pe. 2.9). É
através dela que Deus manifesta o Seu poder e a Sua glória na terra. O plano de
Deus em relação a Israel será retomado na dimensão escatológica, por ocasião do
Milênio (Ap. 20). Por enquanto, cabe à igreja agir no mundo, testemunhado do
evangelho de Jesus Cristo, cumprindo a Grande Comissão (Mt. 28.19,20).
Evidentemente, uma nação que se distancia de Deus, como testificamos em alguns
países, inclusive no Brasil, compromete princípios valiosos. Além disso,
precisamos perceber que a apostasia, no contexto neotestamentário, é um fenômeno
individual, ainda que tenha implicações sociais. Na medida em que as pessoas
apostatam da fé, outras são influenciadas pela incredulidade (I Tm. 4.1,2),
dentro e fora da igreja. Igrejas outrora fervorosas carecem de avivamentos
porque a apostasia se espalhou entre seus membros. A principal consequência da
apostasia é o descaso em relação às coisas de Deus. A palavra dos homens se
sobrepõe à Palavra de Deus, o ativismo toma o lugar da oração, o amor ao mundo
substitui o amor a Deus.
CONCLUSÃO
A apostasia de Israel, patrocinada por Acabe e Jezabel, deve servir de alerta
para as igrejas. Muitos crentes, influenciados pelo mundo, estão se distanciado
dos princípios escriturísticos. Os valores difundidos na mídia, alguns deles
incitados pelo governo, estão sendo absolvidos na pauta evangélica. Ainda que
essa nação não opte por Deus, ou o faça por mero nominalismo, a igreja deve
continuar firme em seus fundamentos, como coluna da verdade (I Tm. 3.15), ciente
que as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18). Por isso, com
coragem, deve denunciar o pecado e mostrar profeticamente o caminho da verdade
(At. 5.29).
BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B.
Faith in the face of apostasy: the gospel
according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D.
Men of courage: a study of Elijah and Elisha.
Oxford: Christian Focus, 2011.
Publicado no Blog
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Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 08:58:15 PM
Iniciamos o ano com mais um tema abençoado: Elias e Eliseu -Um Ministério de
Poder para toda a Igreja.
O comentarista é o Pr. José Gonçalves.
As lições estudadas são:
Lição 1 - A Apostasia no Reino de Israel
Lição
2 - Elias, o Tesbita
Lição 3 - A Longa seca sobre Israel
Lição 4 - Elias e
os profetas de Baal
Lição 5 - Um homem de Deus em depressão
Lição 6 - A
viúva de Serepta
Lição 7 - A vinha de Nabote
Lição 8 - O legado de
Elias
Lição 9 - Elias no monte da Transfiguração
Lição 10 - Há um milagre
em sua casa
Lição 11 - Os milagres de Eliseu
Lição 12 - Eliseu e a escola
de profetas
Lição 13 - A morte de Eliseu