A Apostasia no Reino de Israel - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:48:47 AM Comente
ESCOLA BÍBLICA DOMINICALIGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA: 06/01/2013
TÍTULO: “A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL”
TEXTO ÁUREO – I Rs 16.31
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Rs 16.29-34
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/
I – INTRODUÇÃO:
I Tm 4.1 - O apóstata é especialista em trazer e plantar ervas daninhas na lavoura de Deus. Põe veneno na panela, tais como: ataca a soberania de Deus, Jd 4; nega a divindade de Cristo, At 4.12; mata a viva esperança do povo de Deus, negando a realidade da vinda de Cristo, 2 Pe 3.1-10.
II – OS SIGNIFICADOS DA PALAVRA “APOSTASIA”
(1) - Apartar;
(2) - Decair;
(3) - Desertar;
(4) - Rebelar-se;
(5) - Abandonar;
(6) - Retirar-se ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado;
(7) - Renunciar voluntariamente à fé;
(8) - Negar a fé, renunciando a verdade tal como se recebeu no princípio;
(9) - Abandonar premeditada e conscientemente a fé cristã.
O apóstata abandona a fé cristã e não abandona a cristandade, causando grande estrago na seara do Mestre.
Por exemplo: Jo 6:60-71 - Judas foi eleito apóstolo depois de uma noite inteira de oração. Ele foi escolhido dentre muitos outros. Mas Judas abriu asas na direção do diabo e se tornou sua presa e possessão. Renunciou à fé e seguiu o caminho da morte, por suicídio.
III - PASSOS QUE LEVAM À APOSTASIA:
(1) - O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1:15; Lc 8:13; Jo 5:44, 47; 8:46)
(3) - Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante à vida pecaminosa. Já não ama a retidão, nem odeia a iniquidade (I Cor 6:9-10; Ef 5:5; Hb 1:9; 3:13)
(4) - Por causa da dureza do seu coração e da sua rejeição dos caminhos de Deus, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo. Assim, o Espírito do Senhor se entristece, Seu fogo se extingue e Seu templo é profanado. (Hb 3:8, 10, 13; Ef 4:30 I Ts 5:19-22; Hb 3:7-11; I Cor 3:16)
(5) - Finalmente, o Espírito Santo se afasta daquele que antes era crente (Jz 16:20; Sl 51:11; Rm 8:13; I Cor 3:16-17; Hb 3:14)
IV - DANOS CAUSADOS PELOS APÓSTATAS:
(1) - Negam a inspiração divina da Palavra de Deus;
(2) - Introduzem doutrinas de demônios;
(3) - Induzem o rebanho a ser guiado por grandes líderes e não por sacerdotes;
(4) - Divinizam o homem e humanizam Deus;
(5) - Desqualificam o ministério da Igreja;
(6) - Cristo deixa de ser a Estrela da manhã no culto e as músicas, as coreografias, as apresentações, os pregadores são exaltados;
(7) - Transformam a Igreja em verdadeiros clubes sociais;
(10) - Transformam a Igreja em empresa e o rebanho em produtos;
(11) – Líderes transformam-se em empresários “gospel” e garotos propaganda. Clique aqui para ler o texto completo »
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A Apostasia no Reino de Israel - Ev. José Costa Júnior
Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:43:19 AM Comente
Ao contrário de Judá, onde todos os reis pertenceram à descendência de Davi, em Israel, 9 diferentes famílias ocuparam o trono, e todas as mudanças de família foram manchadas com sangue. Assim, chegamos a Onri, que era o chefe do exército do rei Elá. Elá tinha sido morto por Zinri, mas boa parte de Israel não queria Zinri governando e fizera Onri seu rei. Onri e seus aliados foram enfrentar Zinri, que preferiu atear fogo na sua fortaleza, morrendo queimado e Onri se firmou como o novo rei de Israel, inaugurando uma nova dinastia, que ficaria na história como a pior, a mais pecadora e a mais perniciosa de todas as famílias que reinaram no Norte.
Onri governou durante 12 anos, e do ponto de vista material foi um governo de progresso e consolidação política. Instalou a capital do reino em Samária, que estando no cume de um outeiro, era uma posição privilegiada para uma capital, pois veremos que mesmo tendo sido diversas vezes assediada por inimigos, ela seria somente dominada pelos assírios que ainda assim precisaram impor um cerco de 3 anos à cidade, antes de poderem tomá-la. Com Onri Israel começou a se projetar internacionalmente e um período de prosperidade se iniciou. A paz com os irmãos vizinhos de Judá também foi firmada e logo mais veremos os dois reinos juntos em ações militares, bem como a família de Onri se unindo pelo casamento com a família real de Judá.
Mas como com todos os reis de Israel, Onri fez o que era mau aos olhos do Senhor, e com a sua morte, o seu filho Acabe assumiu o trono. A administração de Acabe continuou o que foi iniciado por seu pai, e Israel prosperou tendo obtido vitórias militares importantes sobre os Sírios, quando instruído por um profeta enviado por Deus, os israelitas, mesmo em inferioridade, venceram os sírios de Bene-Hadade. Relatos dos assírios também registram uma vitória importante de Israel e seus aliados sobre a Assíria na famosa batalha de Carcar.
Por todo Israel, Acabe construiu e fortificou muitas cidades incluindo Jericó (I Rs 16:34; 22:39). Além disso, impôs pesados tributos em gados de Moabe (II Rs 3:4), que lhe proporcionaram um favorável equilíbrio no comércio com a Fenícia e a Síria.
A respeito de Judá, assegurou uma política de amizade pelo matrimônio de sua filha Atalia com Jorão, filho de Josafá (865 a.C.) O apoio de Judá fortaleceu Israel contra a Síria. Mantendo a paz e desenvolvendo um lucrativo comércio, Acabe esteve em condições de continuar o programa de construções na Samaria. A riqueza que cobiçava para si mesmo, está indicada em I Reis 22:39, onde se faz referência a uma “casa de marfim”. O marfim descoberto pelos arqueólogos nas ruínas de Samaria pode muito bem ser do tempo de Acabe.
Enquanto Onri pôde ter introduzido Baal, o deus de Tiro, em Israel, Acabe promoveu o culto a este ídolo. Em sua grande cidade capital, Samaria, construiu um templo a Baal (I Reis 16:30-33). Centenas de profetas foram levados a Israel para fazer do baalismo a religião do povo de Acabe. Do narrador bíblico ouvimos em I Rs 21:25 que ninguém se igualou a Acabe no desagradar a Deus. Acabe se casou com uma princesa de Sidon, cuja influência maléfica sobre ele e sobre todo o Israel não encontrou paralelo na história bíblica. Seu nome era Jezabel. Jezabel poderosamente influenciou todo o governo de Acabe; instalou oficialmente em Israel o culto a Baal; e de todas as maneiras perseguiu e buscou a destruição de quem quer que fosse fiel a Jeová.
O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre a apostasia no reinado de Acabe. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.
I. AS CAUSAS DA APOSTASIA
Jezabel, no hebraico, significa “casta, virtuosa, sem idolatria”. Imagine! Esta mulher muitíssimo ímpia, idolatra, maquinadora, odienta, usando um nome que significa virtuosa, sem pecado. Alguma coisa muito má levando o nome de boa. Mas, ironicamente, é “casta?” - com um ponto de interrogação. Como? Quando? Onde? Como foi que ela se tornou casta?
Agora olhe para Acabe. “Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. Como se fosse pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou” (I Reis 16:30-31). Acabe significa “um como pai” ou “estampado com a natureza de seu pai”. Jezabel representa a falsa doutrina e Acabe é sua vítima.
A Bíblia declara que não bastava que Acabe tivesse um coração inclinado para pecado, idolatria e contemporização. Ele traz para a sua vida uma influência satânica que o confirmará em seu pecado. “Não houve ninguém como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” (I Reis 21:25).
A mensagem então é: que a tendência dos cristãos que se apegam a pecados secretos e luxúria abraçam uma falsa doutrina que só os instiga e confirma em seus pecados, e contraem matrimônio com esta doutrina. A última coisa de que Acabe tinha necessidade era Jezabel. Quão perigosa! Ela salientou o que havia de pior nele, magnificou esse aspecto, e o destruiu. Dá-se o mesmo com a falsa doutrina. Se houver qualquer pecado, paixão ou mundanismo em você, a última coisa de que você precisa é uma doutrina que traga à tona o que você tem de pior.
Quando Davi pecou com Bate-Seba, ele não necessitou de um falso profeta com uma mensagem tranqüilizadora para dizer-lhe quanto Deus o amava. Ele necessitava de um profeta imparcial, Natã, com um dedo apontado, clamando: “Tu és o homem.” Os que pregam a doutrina de Cristo mostram ao povo a diferença entre o mal e o bem. De seus lábios não sai nenhuma mistura. “À meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro” (Ezequiel 44:23). Ezequiel denuncia esses falsos profetas que se enriquecem trazendo uma mensagem que escusa o pecado.
“Conjuração dos seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, arrebatando a sua presa; eles devoram as almas, tomam tesouros e coisas preciosas, e multiplicam as suas viúvas no meio dela. Os seus sacerdotes transgridem a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles. Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas, para seguirem a avareza. Os seus profetas têm feito para eles reboco com argamassa fraca, tendo visões falsas, e predizendo-lhes mentira, dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado” (Ezequiel 22:25-28). Clique aqui para ler o texto completo »
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A Apostasia no Reino de Israel - Sulamita Macêdo
Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:39:02 AM Comente
Professoras e professores, estamos iniciando mais um ano de atividades na
EBD. Motivação, estímulo, compromisso, responsabilidade, preparação e oração são
ingredientes que não podem faltar à vida daqueles que estão ensinando. Então,
mãos à obra!
- Organizem o tempo de aula para realizar a panorâmica
do trimestre e depois trabalhar a lição 01.1 - Panorâmica do Trimestre - apresentem os itens apontados abaixo:
- Tema: Elias e Eliseu: Um Ministério de Poder para toda a Igreja
- Capa: O que vemos? Uma cruz, pomba e fogo. O que estas figuras têm a ver com o tema do trimestre? A Igreja é triunfante através do sacrifício de Jesus na cruz, que ressuscitou e foi assunto aos céus, deixando o Consolador, aqui simbolizado pelo fogo e a pomba, de quem a Igreja recebe poder para ser testemunha de Cristo, ensinando, pregando e operando maravilhas através da operação do Espírito Santo.
- Comentarista: Pastor José Gonçalves. Vejam algumas informações sobre ele na “Interação” da lição 01. Se possível, apresentem uma foto dele.
- As lições do trimestre: Lição 01: Contexto espiritual e moral de Israel, da época de Elias e Eliseu. Lições 02 a 06: Falam sobre Elias Lição 07: Cobiça de Acabe Lição 08: Sucessão de Elias por Eliseu Lição 09: Transfiguração Lições 10 a 13: Falam sobre Eliseu
2 - Lição 01: “A Apostasia no Reino de Israel”.
- Após falar do tema da aula, perguntem o que os
alunos entendem por “apostasia”. Aguardem as respostas e depois formulem uma
definição de forma coletiva, acrescentando ou corrigindo algumas ideias, se
necessário. Aproveitem para fazer diferença entre “heresia” e “apostasia”.- Falem que I Reis é o livro base para estudo
- Trabalhem os seguintes pontos: Situação espiritual e moral do povo Israelita Reinado de Acabe: apogeu político e econômico Cenário da época do Rei Acabe e sua esposa Jezabel: os promotores da apostasia As consequências da apostasia Aparecimento de Elias neste contexto
- Depois, utilizem a dinâmica “Teia de Jezabel” ou “Separados”.
- Para finalizar a aula, apliquem a dinâmica “Projeto 2013″, que tem como objetivo fazer com que os alunosplanejem metas e ações para 2013.
Tenham uma excelente e produtiva aula!
Publicado no blog Atitude de Aprendiz
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A Apostasia no Reino de Israel - Francisco A. Barbosa
Publicado em 5 de Janeiro de 2013 as 10:34:55 AM Comente
TEXTO ÁUREO“E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele” (1 Rs 16.31). - Esse casamento do filho de Onri com a filha de Etibaal pode ter sido arranjado por Onri devido a razões políticas. A presença de Jezabel trouxe apoio oficial, na nação de Israel, à adoração a Baal. Baal significa “senhor”ou “marido”. Baal era um deus da tempestade, uma divindade dominante da religião Cananéia. Ele era considerado providencial por enviar chuvas e fertilidade à terra, semeando assim a vida. [a]
VERDADE PRÁTICA
A apostasia na história do povo de Deus é um perigo real e não uma mera abstração. Por isso, vigiemos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Reis 16.29-34.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Identificar as causas e os agentes da apostasia em Israel;
- Conscientizar-se sobre os perigos da apostasia; e
- Compreender quais foram as consequências da apostasia para Israel.
Apostasia: (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.
COMENTÁRIO
introdução
Damos início a mais um ano letivo em nossa escola dominical. Foi a misericórdia do Senhor que nos trouxe até aqui e espero nEle que, neste ano, nossas escolas se encham de alunos ávidos por conhecer mais as Escrituras; espero sinceramente que, em 2013, em todo o Corpo de Cristo, cada crente se torne um aluno da escola dominical. Nesta primeiríssima aula, estudaremos acerca do período mais sombrio na história do reino do Norte, Israel, sob a regência de Acabe, filho de Onri, o sétimo Rei de Israel (o reino do Norte). Casado com a princesa fenícia filha do rei dos Sidônios Etbaal, Jezabel. Durante seu reinado, prosperou o culto à Baal sob o patrocínio da rainha Jezabel, que não apenas continuou a adorar os deuses fenícios, mas passou a combater o culto a YAHWEH, Deus de Israel. Recorreu ao erário público para sustentar os 450 sacerdotes de Baal como também os 400 profetas da deusa fenícia da fertilidade Ishitar (Gr Astarte - ???????; heb ????? - personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidônios (1Reis 11.2). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos). No palácio real havia um templo dedicado a Baal. Acabe, aparentemente sentiu-se atraído pelo culto destes deuses, relegando YAHWEH à segundo plano. Os sacerdotes e profetas israelitas foram eliminados ou então tiveram que se exilar no deserto devido à perseguição promovida pela rainha. Procurou estabelecer alianças com Ben-Hadade II, Rei da Síria de Damasco, e com Josafá, Rei de Judá. Acabe liderou a Batalha de Carcar, numa coligação síro-palestina anti assíria liderada por Ben-Hadade II contra o expansionismo do Rei Shalmaneser III. Esta batalha é datada como ocorrida em 853 a.C.. Foi gravemente ferido na Batalha de Ramote Gileade contra Ben-Hadade II. Morreu durante o combate, depois de ter reinado durante 22 anos. Seu filho Acazias, sucede-lhe no trono como rei. Sua filha, Atália, casa-se com Jeorão, filho de Josafá, Rei de Judá. Segundo algumas cronologias, viveu de 897 a.C. a 817 a.C. e reinou a partir de 874 a.C.. Sua história é contada na Bíblia em livros I e II Reis. Acabe governou entre os anos 874 e 853 a.C, e o seu reinado foi marcado pela tentativa de conciliar os elementos do culto cananeu com a adoração israelita. Uma primeira leitura dos capítulos 16.29 - 22.40 do livro de 1 Reis, revela que essa mistura foi desastrosa para o povo de Deus. Na prática, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal [Baal (em hebraico ??????) é uma palavra semítica que significa Senhor, Lorde, Marido ou Dono (Dom). Baal é representado em grego como Belos e em latim como Belus. Esta palavra em hebraico é cognata de outra em acádio, Bel, com o mesmo significado. A forma feminina de Baal é Baalath, o masculino plural é Baalin, e Balaoth no feminino plural. Esta palavra não tinha conotação exclusivamente religiosa, podendo ser empregada em relações pai e filhos (por exemplo) não sendo obrigatória uma separação hierárquica.], trazendo como consequência uma apostasia sem precedentes e pondo em risco até mesmo a verdadeira adoração a Deus. Em Canaã, os Hebreus lutaram em várias épocas contra a adoração a Baal. No Livro dos Juízes, Gideão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos Midianitas. Agora, Elias é levantado por YAHWEH para condenar o mau procedimento de Acabe por adorar Baal. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula! Clique aqui para ler o texto completo »
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A Apostasia no Reino de Israel - Pr. Altair Germano
Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 09:21:57 PM Comente
Durante todo o 1º Trimestre de 2013 estudaremos na Escola Bíblica Dominical sobre “Elias e Eliseu: Um Ministério de Poder para toda a Igreja”, através das Lições Bíblicas da CPAD. A Lição foi escrita pelo pastor e amigo José Gonçalves, que gentilmente convidou-me para prefaciar o livro “Porção Dobrada: Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu”, que servirá de recurso de leitura e pesquisa para superintendentes, professores e alunos.
Mudando um pouco de assunto, quero anunciar que há uma previsão de que até o final da primeira quinzena de janeiro/2013, a CPAD lance mais uma obra de nossa autoria. Trata-se do livro “Pedagogia Transformadora”, que terá como objetivo oferecer diretrizes para que uma grande revolução aconteça nos processos educativos que se desenvolvem na Escola Dominical, e isso através da observação, análise e contextualização da prática pedagógica do Mestre dos mestres, Jesus. Anúncio feito, vamos agora comentar um pouco dos principais temas envolvidos nesta primeira lição do trimestre.
AS CAUSAS DA APOSTASIA
Para que um processo de apostasia (gr. apostásis, afastamento, abandono premeditado e consciente da fé cristã) alcance níveis ou proporções gigantescas, uma série de fatos se sucede. Os grandes desastres, calamidades, tragédias e quedas se iniciam com “pequenas” concessões, acomodações e descuidos na vida espiritual, que acabam com o passar do tempo se manifestando na vida moral de pessoas, comunidades e povos. Na base destas concessões, acomodações e descuidos está o afastamento da leitura e estudo das Escrituras, e a falta de regularidade na prática da oração. A história de Israel, da igreja e da vida pessoal dos filhos de Deus nos prova isso.
O contexto histórico onde Elias e Eliseu atuaram vivia as calamidades resultantes de anos de negligência e distanciamento de Deus e da sua Palavra (Escrituras e intervenções proféticas), alcançando uma condição deplorável e sem antecedentes (1 Rs 16.30-33). Havia uma crise sem igual instaurada, e que diante do alto nível de apostasia alcançado, já tinha conseguido entorpecer a consciência de reis, sacerdotes, profetas e da grande maioria do povo.
OS EFEITOS DA APOSTASIA
Os efeitos da apostasia nos dias de Elias e Eliseu se manifestaram de forma concreta em diversas áreas da vida nacional e pessoal em Israel.
O distanciamento de Deus e de sua Palavra fez com que Acabe, que na condição de líder da nação deveria ser exemplo para a mesma, andasse nos pecados de Jeroboão (v.31). Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, e cuja mãe era mulher viúva, ocupou o lugar que o Senhor lhe tinha reservado. O Senhor tinha lhe dito o seguinte:
“Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel“. (1 Rs 11.38, ARA)
Para manter-se na condição de rei, e contar com a contínua bênção de Deus, Jeroboão só precisava obedecer aos mandamentos e estatutos do Senhor, e seguir as suas orientações.
Um fato, porém, começou a preocupar e a intrigar Jeroboão. Uma vez que a Casa do Senhor, lugar de adoração, se encontrava em Jerusalém, e que esta estava sob o governo de Roboão, pensou o seguinte:
“Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do Senhor, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.” (1 Rs 12.27)
Observe que o pensamento racional de Jeroboão colocava em dúvida a palavra e a fidelidade daquele que lhe escolhera, que lhe estabelecera na condição de rei, e que lhe fizera promessas de estabilidade, o Senhor. Jeroboão passou a entender que a sua permanência no governo dependia primeiramente (e talvez exclusivamente) do estado do coração do povo, e não da soberana vontade de Deus. Dessa forma, precisaria dar um “jeito” de impedir tal coisa. Em sua loucura, em vez de cair de joelhos diante do Senhor, confessando a sua incredulidade e pedindo-lhe uma direção, buscou conselhos com quem não tinha condições de sabiamente lhe orientar (1 Rs 12.28).
A conduta de Jeroboão e Acabe é um claro retrato de situações que são vivenciadas nos dias atuais, onde líderes, diante do medo de serem removidos dos lugares que Deus os colocou (partindo deste pressuposto), agem de acordo com as suas racionalizações, e passam a seguir as orientações de conselheiros em pior situação espiritual que a deles. Em vez de confiarem em Deus, e de buscar a direção do altíssimo, buscam um caminho alternativo. Neste caminho alternativo, seguem a lógica maquiavélica de que os fins justificam os meios quando a posição do “príncipe” é aparentemente ameaçada.
No caso de Jeroboão, ele ofereceu ao povo um culto alternativo, que implicava na prática de idolatria a deuses alternativos (1 Rs 12.28-30), construiu nos altos santuários alternativos (1 Rs 12.31a) e constituiu sacerdotes alternativos, que não eram filhos de Levi (1 Rs 12.31b). Para finalizar, marcou dia e mês, e fez uma grande festa para celebrar a sua insensatez. Foram nestes pecados que Acabe andou, e em seus dias o culto ao Senhor foi também trocado pelo culto aos falsos deuses, onde Baal ganhou destaque (1 Rs 16.31-32).
Para não perder o seu “reinado” ou ampliar o seu “reino”, alguns líderes na atualidade oferecem cultos e lugares sagrados alternativos ao povo, onde a adoração a Deus é banida, e o foco se volta para os “objetos sagrados” ou para as “necessidades humanas”. Em alguns casos os cultos são usados para atrair novos “clientes”, onde conforto, comodidade e segurança são oferecidos aos participantes. Deus deixou de estar no centro das atenções e da razão de ser de muitos cultos, dos hinos e das mensagens.
Com a neopentecostalização dos cultos, Deus deixou de ser servido e virou servo de dirigentes, pregadores e crentes. O objetivo dos cultos neopentecostalizados é apenas receber de Deus, e quando alguma coisa é dada (geralmente dinheiro), a razão última é o retorno deste ato em forma de “bênçãos” para consumo próprio. É a idolatria aos bens, às riquezas e às coisas. Os ídolos modernos também estão nos púlpitos (pregando, ensinando e cantando). O culto precisa voltar a ser de Deus, por Ele e para Ele.
Para administrar e ministrar nos lugares sagrados e em seus cultos alternativos, os tais líderes da atualidade promovem uma seleção de candidatos, que devem enviar o seu currículo, e assim, caso aprovados, são aproveitados como “sacerdotes alternativos”. Os “sacerdotes alternativos” se multiplicam a cada ano, uma vez que que o perfil bíblico não é por muitos observado. Não importa mais a chamada (ou vocação espiritual), mas o voto na convenção, o carisma, o lucro e o desempenho dos “sacerdotes alternativos”.
Mesmo sendo punido e advertido pelo Senhor, Jeroboão resolveu seguir o seu caminho:
“Depois destas coisas, Jeroboão ainda não deixou o seu mau caminho; antes, de entre o povo tornou a constituir sacerdotes para lugares altos; a quem queria, consagrava para sacerdote dos lugares altos“. (1 Rs 13.33, ARA)
Infelizmente, há líderes, igrejas e pessoas que por mais que sejam alertados, não se converterão dos seus pecados. Para estes, o juízo divino é inevitável (1 Rs 13.34; 14.7-16). A única alternativa de livramento é o arrependimento (1 Rs 21.27-29).
A “mistura” ganha destaque com o casamento de Acabe com Jezabel. O Novo Testamento trata da questão do casamento misto em relação aos cristãos.
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14)
O texto de 2 Coríntios 6.14 nos apresenta alguns princípios que devem nortear as associações entre cristãos e não-cristãos (fiéis e infiéis, justiça e injustiça, luz e trevas, crentes e incrédulos, salvos e perdidos). Observemos alguns termos para uma compreensão maior das questões aqui envolvidas.
- Jugo desigual (gr. eterodzygountes). Associar de maneira irregular ou discordante.[1] Juntar animais que precisam de jugos diferentes por que são de espécies diferentes (cf. Dt 22.10; Lv 19.19). O conceito de jugo era usado em relação ao casamento e em relação aos professores que concordavam em sua doutrina. Um casamento misto ou cooperação com alguém que tenha pensamentos diferentes era considerado ser “jugo desigual”.[2] Formar um par desigual, ser posto na canga com um animal diferente.[3] Paulo emprega o verbo heterozygeo, que se aplica ao emparelhamento de tipos diferentes de animais em Lv 19.19. C. K. Barrrett traduz assim: “Não deveis entrar em arreio duplo com os descrentes”.[4]
- Incrédulos (gr. apístois), Descrente.[5]
- Sociedade (gr. metokê). Relação.[6] Companheirismo.[7]
- Comunhão (gr. koinonía). Parceria, intercâmbio. Ato de participar, compartilhar por causa de interesse comum.[8] Ter coisas juntos ou em comum.[9]
É importante atentar para o fato de que o alerta feito por Paulo vai para além das relações matrimoniais. Sobre isto Coenen e Brown comentam:
A totalidade do contexto e do argumento de 2 Co 6:14 e segs., porém, parece olhar além dos casamentos mistos, para a idolatria e a impureza de modo geral (cf. C. K. Barret, op. cit., 196), embora um casamento misto pudesse levar a semelhante idolatria e impureza.[10]
Não está aqui presente a ideia de um cristianismo sectário, onde todo e qualquer contato e relações com os incrédulos fossem reprovadas. Sobre isto Paulo escreveu:
Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. (1 Co 5.9-11)
Como se pode observar, a preocupação do apóstolo Paulo é sempre com o tipo de associação, que por seu alto grau de intimidade pode corromper a fé e a santidade do crente: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes“. (1 Co 15.33).
Coenen e Brown afirmam que: Clique aqui para ler o texto completo »
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Texto Básico: 1Reis
16:29-34“E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele” (1Rs 16:31).
INTRODUÇÃO
Nesta Aula inaugural trataremos, conforme os tópicos propostos pelo comentarista do trimestre, acerca da apostasia no reino de Israel à época do rei Acabe. Sabe-se que a história da apostasia nesse reino começo na época de Jeroboão I, filho de Nebate, logo em seguida à cisão da nação de Israel(doze tribos) em duas partes: reino de Judá (reino do Sul - duas tribos: Judá e Benjamim) e reino de Israel (reino do Norte - 10 tribos). Mas, o período mais crítico e perigoso para Israel(reino do norte) ocorreu no reinado de Acabe, filho de Onri(fundador de Samaria). Nessa época, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal, trazendo como consequências uma apostasia sem precedentes e pondo em risco a identidade nacional e espiritual do povo de Deus, com o banimento do verdadeiro culto a Jeová. A perseguição àqueles que se opuseram à idolatria de Acabe e Jezabel foi ferrenha. Foi tão ferrenha que Elias pensou que só ele escapara da morte. Mas, quando achava que somente ele havia permanecido fiel a Deus, foi surpreendido com a notícia de que ainda havia sete mil que não haviam dobrado seus joelhos a Baal (1Rs 19:14,18).
A apostasia é obra do maligno, e como tudo que é obra do maligno começa de forma sorrateira, quase que imperceptível, dentro de uma ou outra atitude que, embora seja contrária à Palavra de Deus, é tida como aceitável e plenamente justificável. A apostasia é, sobretudo, um fenômeno interno, um ato de rebeldia que vem do profundo do ser humano e que, por isso, não é perceptível à primeira vista. Como nos diz o Senhor por boca do profeta Ezequiel, o primeiro sinal da apostasia é interno, pois se trata de “levantar ídolos no coração” (Ez 14:3,4). É algo que não é percebido pelo homem, já que só Deus conhece o coração do homem (1Sm 16:7).
I. APOSTASIA
1. O que é apostasia. Apostasia deriva-se da expressão grega “apostásis”,que significa afastamento. Com relação à fé cristã, apostasia significa abandonar a fé cristã de forma consciente e premeditada. Então, para que haja apostasia é necessário que a pessoa tenha experimentado o novo nascimento, ou seja, que tenha certeza de sua salvação e aí, de forma consciente e deliberada, abandona a fé e passa a negar toda verdade por ela experimentada. Ninguém pode abandonar aquilo que nunca teve. Para que haja apostasia é necessário o abandono consciente e premeditado da fé.
No Antigo Testamento a apostasia era considerada adultério espiritual. Israel era chamado de “esposa de Jeová”. Sempre que Israel seguia a outros deuses, ou se curvava diante de ídolos, era acusado de apostasia. Esta foi, inclusive, a causa principal do cativeiro babilônico.
Satanás, aquele “querubim ungido”, descrito em Ezequiel 28:13-17 e Isaias 14:12-15, tinha plena consciência e premeditou sua rebelião contra Deus. Ele não é apenas um apóstata, é também o pai da apostasia.
O pecado da Apostasia, normalmente, resulta como consequência da prática continuada de outros pecados. Foi assim com o Rei Saul, foi assim com Judas, foi, também assim, com Israel, no deserto, quando de sua jornada rumo à Canaã. O Senhor Deus não abandonou Israel no primeiro pecado de murmuração, na primeira rebeldia ou no primeiro pecado de idolatria. Mas, a prática continuada destes pecados resultou em juízo divino contra Israel.
Israel conhecia Deus e tinha experiência com Ele. Esta é uma condição básica para que alguém possa conhecer o pecado da Apostasia. O apóstata tem que tomar sua decisão de forma consciente e premeditada. Apesar de tudo que Israel viu Deus fazer no Egito e em dois anos no deserto, mesmo assim Israel persistiu sendo rebelde, desobediente, duro de coração, incrédulo. Assim, em Cades Barnéia, no deserto de Parã, o cálice da ira de Deus se encheu, diante de mais uma provocação - “E disse Deus a Moisés: até quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais que fiz no meu deles? Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei…”. Agora, não havia mais a possibilidade de um acordo.A apostasia estava consumada!
Assim, baseado no que aconteceu com Israel, que, pela prática do pecado continuado, sem arrependimento real e sincero, acabou praticando o pecado da apostasia, também estamos sujeitos a cometer aquele mesmo erro. Este é um risco que corre o crente desviado, e todos aqueles que têm um pé no mundo e outro na igreja. Está escrito: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1).
2. Apostasia no reino de Israel. As palavras: “tu e a casa de teu pai” (1Rs 18:18), não apenas denunciam a apostasia instaurada no reino do norte, mas também revelam que ela possuía uma tradição histórica. Muitos anos antes dos ministérios proféticos de Elias e Eliseu, Israel havia alcançado a estrutura de uma grande nação com o reinado de Davi (1024-965 a.C). Davi foi um grande estadista e graças à sua piedade religiosa e sua extraordinária capacidade político administrativa, conseguiu unificar o fragilizado estado hebreu. Nos dias de Davi, portanto, havia uma só terra, um só povo, um só Deus, um só Templo e uma só Lei.
Após o reinado de Davi, reinou em Israel, ainda unificado, o seu filho Salomão. Foi neste reinado que a apostasia fincou raízes; que cresceu durante o reinado de Jeroboão (reino do Norte - 10 tribos), e que se generalizou superlativamente no reinado de Acabe. É exatamente durante o reinado de Acabe que a apostasia ameaça suplantar totalmente a adoração ao Deus verdadeiro e é nesse período que surge Elias, um dos maiores profetas da história bíblica. Os estudiosos estão de acordo em dizer que pela primeira vez a verdadeira fé no Deus vivo corria real perigo.
Desde a morte de Jeroboão até o aparecimento de Elias perante Acabe, o povo de Israel experimentou grande declínio espiritual. Governado por homens que não temiam a Jeová e que encorajavam formas estranhas de culto, a maioria das pessoas rapidamente perdeu de vista seu dever de servir ao Deus vivo, e adotou muitas das práticas da idolatria.
Nadabe, filho de Jeroboão, ocupou o trono de Israel apenas por alguns meses. Sua carreira maléfica foi subitamente interrompida por uma conspiração encabeçada por Baasa, um de seus generais, para obter o controle do governo. Nadabe foi morto, com toda a sua descendência na linhagem da sucessão, “conforme a palavra do Senhor que dissera pelo ministério de seu servo Aías, o silonita; por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou, e fez pecar a Israel“(1Rs 15:29,30). Assim pereceu a casa de Jeroboão. O culto idólatra introduzido por ele tinha levado sobre os culpados ofensores os juízos retributivos do Céu; e a despeito disso, os reis que se seguiram - Baasa, Elá, Zinri e Onri - durante o período de aproximadamente quarenta anos, continuaram no mesmo curso fatal de perversidade.
Durante a maior parte deste período de apostasia em Israel, o rei Asa reinava no reino de Judá. No início de seu reinado, Asa confiou no Senhor e ele foi vitorioso em vários conflitos. Todavia, o longo relato do fiel serviço de Asa foi mareado por alguns erros, cometidos nas vezes em que ele deixou de pôr sua confiança inteiramente em Deus.
Dois anos antes da morte de Asa, Acabe começou a reinar em Israel. Seu reinado foi marcado desde o início por uma estranha e terrível apostasia. Seu pai, Onri, o fundador de Samaria, tinha feito “o que parecia mal aos olhos do Senhor; e fez pior do que todos quantos foram antes dele” (1Rs 16:25); mas, os pecados de Acabe foram ainda maiores. Ele “fez muito mais para irritar o Senhor Deus de Israel do que todos os reis de Israel que foram antes dele“, agindo “como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate” (1Rs 16:33,31). Não contente com encorajar as formas de adoração seguidas em Betel e Dã, ousadamente levou o povo a grosseiro paganismo, substituindo o culto de Jeová pelo de Baal.
Tomando por esposa a Jezabel, “filha de Etbaal, rei dos sidônios”, e sumo sacerdote de Baal, Acabe “serviu a Baal, e se encurvou diante dele. E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (1Rs 16:31,32).
Acabe não somente introduziu o culto de Baal na metrópole do reino, mas sob a liderança de Jezabel construiu altares pagãos em muitos “lugares altos”, onde ao abrigo de bosques circundantes os sacerdotes e outros relacionados com esta sedutora forma de idolatria exerciam sua danosa influência, até que quase todo o Israel estava indo após Baal. “Ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, sua mulher, o incitava. E fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme a tudo o que fizeram os amorreus, aos quais o Senhor lançou fora da sua possessão, de diante dos filhos de Israel” (1Rs 21:25,26).
Acabe era fraco em capacidade moral. Sua união por casamento com uma mulher idólatra de caráter decidido e temperamento definido, resultou em desastre tanto para ele como para a nação. Destituído de princípio, e sem nenhuma alta norma de reto proceder, seu caráter foi facilmente modelado pelo espírito determinado de Jezabel. Sua natureza egoísta era incapaz de apreciar as bênçãos de Deus a Israel e seus próprios deveres como guardião e líder do povo escolhido.
Sob a danosa influência do reinado de Acabe, Israel afastou-se do Deus vivo, e corrompeu seus caminhos perante Ele. Por muitos anos tinham estado a perder o senso de reverência e piedoso temor; e agora parecia não haver ninguém que ousasse expor a vida colocando-se abertamente em oposição à predominante blasfêmia. A escura sombra da apostasia cobria toda a terra. Imagens de Baal e Astarote estavam em todo lugar para serem vistas. Templos idólatras e bosques consagrados em que se adoravam as obras das mãos dos homens foram multiplicados. O ar estava poluído com o fumo dos sacrifícios oferecidos aos falsos deuses. Montes e vales ressoavam com o perturbado clamor de um sacerdócio pagão que sacrificava ao Sol, à Lua e às estrelas. Clique aqui para ler o texto completo »
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A Apostasia no Reino de Israel - Pb. José Roberto A. Barbosa
Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 09:04:28 PM Comente
Texto Áureo: I Rs. 16.31 - Leitura Bíblica: I Rs.
16.29-34Prof. José Roberto A. Barbosa
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Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos o ministério profético de Elias e Eliseu. Esses dois homens de Deus foram usados com poder em contexto de apostasia. Nesta primeira aula discorreremos sobre a institucionalização da apostasia no reino de Israel. A principio definiremos o significado bíblico de apostasia, em seguida, seu processo de institucionalização no reino, e ao final, suas consequências.
1. O SIGNIFICADO BÍBLICO DA APOSTASIA
A palavra apostasia vem do grego, e significa “afastamento”, em relação ao abandono da fé. Esse termo é encontrado apenas duas vezes no Novo Testamento, em At. 21.21 e II Ts. 2.3. Trata-se de uma extensão da palavra apostasis que quer dizer “manter-se longe de”. Em II Ts. 2.3 diz respeito ao ato de rebeldia, uma revolta contra os princípios cristãos. A apostasia vai além da mudança de ideias, isto é, da perspectiva doutrinária. Ela revela-se também através de atitudes que não são condizentes com a vontade de Deus. Há no Novo Testamento a distinção entre o apóstata e o herege, este último pode vir a se arrepender, e até voltar-se para Deus (Tt. 3.10). Mas não o primeiro, pois em virtude da sua decisão contra o evangelho, sua situação se torna irreversível (II Ts. 2.10-12; II Pe. 2.17,21; Jd. 11-15; Hb. 6.1-6). Para alguns estudiosos das Escrituras, a apostasia é, de fato, o pecado contra o Espírito Santo, para o qual não existe perdão (Mt. 12.31). Em termos doutrinários, a apostasia se caracteriza pela negação da autoridade bíblica (II Tm. 3.16,17), da realidade do pecado (Rm. 3.23; 6.23), de Jesus como Único caminho para a salvação (Jo. 14.6; At 4.12); e/ou ênfase na salvação pelas obras (Jo. 3.16; Ef. 2.8,9). A apostasia, em termos doutrinários, é uma oposição consciente de alguém que outrora professou a fé cristã, mas que se voltou contra Deus e a Sua palavra, não apenas em teoria, mas também na prática. Ao invés de permanecer na Palavra, o apóstata opta pelas filosofias e/ou religiões humanas.
2. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA APOSTASIA
Nos tempos de Elias e Eliseu, a apostasia religiosa grassou o Reino de Israel. O povo, influenciado pelas autoridades político-religiosas, se distanciou de Deus. O casamento misto de Acabe com Jezabel é uma metáfora dessa realidade. Ao desposar essa mulher gentia, o rei de Israel, a fim de agradá-la, “levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (I Rs. 16.32). Como se isso não fosse suficiente, Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu, mas abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel que foram antes dele” (I Rs. 16.33). Acabe e Jezabel representam, nos dias atuais, os governantes que patrocinam práticas perniciosas que desagradam a Deus. Ele “se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor porque Jezabel sua mulher, o instigava” (I Rs. 21.25). A política dos homens, conforme temos acompanhado através da imprensa, serve apenas aos interesses de uma minoria. O povo sofre nas mãos desses governantes que querem apenas enriqueceram através dos cofres públicos. Eles governam com os votos do povo, mas não para o povo, antes contra o povo. Não apenas prefeitos, governadores e presidentes envergonham a nação, os vereadores, deputados e senadores também. Muitas leis desnecessárias são criadas, e que em nada contribuem para o bem social. Alguns deles se elegem apenas para colocarem o “dia dos evangélicos” no calendário anual da cidade. Os nãos evangélicos também não se diferenciam desse modelo. Há quem se eleja e a única “contribuição” é a de colocar o nome de um parente falecido em uma rua importante da cidade. Eles nada fazem para melhorar a vida das pessoas, destacando ainda aqueles que criam leis desumanas, absurdas e contrárias aos princípios divinos, apenas pelos prazer da contestação.
3. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA
As consequências da apostasia no tempo de Elias e Eliseu podem ser percebidas na perda da identidade espiritual. O povo de Israel tinha um Pacto estabelecido com Deus, sob o qual deveria se pautar. A ruptura dessa Aliança traria consequências drásticas. O povo de Deus havia se tornado de Baal, não adorava mais o Senhor, e sim ao deus cananeu da fertilidade. Mas não podemos incorrer no equívoco de pensar que Deus tem uma nação preferida nos dias atuais. Na verdade, a nação santa de Deus, o povo escolhido atualmente é a Igreja (I Pe. 2.9). É através dela que Deus manifesta o Seu poder e a Sua glória na terra. O plano de Deus em relação a Israel será retomado na dimensão escatológica, por ocasião do Milênio (Ap. 20). Por enquanto, cabe à igreja agir no mundo, testemunhado do evangelho de Jesus Cristo, cumprindo a Grande Comissão (Mt. 28.19,20). Evidentemente, uma nação que se distancia de Deus, como testificamos em alguns países, inclusive no Brasil, compromete princípios valiosos. Além disso, precisamos perceber que a apostasia, no contexto neotestamentário, é um fenômeno individual, ainda que tenha implicações sociais. Na medida em que as pessoas apostatam da fé, outras são influenciadas pela incredulidade (I Tm. 4.1,2), dentro e fora da igreja. Igrejas outrora fervorosas carecem de avivamentos porque a apostasia se espalhou entre seus membros. A principal consequência da apostasia é o descaso em relação às coisas de Deus. A palavra dos homens se sobrepõe à Palavra de Deus, o ativismo toma o lugar da oração, o amor ao mundo substitui o amor a Deus.
CONCLUSÃO
A apostasia de Israel, patrocinada por Acabe e Jezabel, deve servir de alerta para as igrejas. Muitos crentes, influenciados pelo mundo, estão se distanciado dos princípios escriturísticos. Os valores difundidos na mídia, alguns deles incitados pelo governo, estão sendo absolvidos na pauta evangélica. Ainda que essa nação não opte por Deus, ou o faça por mero nominalismo, a igreja deve continuar firme em seus fundamentos, como coluna da verdade (I Tm. 3.15), ciente que as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18). Por isso, com coragem, deve denunciar o pecado e mostrar profeticamente o caminho da verdade (At. 5.29).
BIBLIOGRAFIA
DILLARD, R. B. Faith in the face of apostasy: the gospel according to Elijah and Elisha. New Jersey: P&R, 1999.
RUSSEL, D. Men of courage: a study of Elijah and Elisha. Oxford: Christian Focus, 2011.
Publicado no Blog Subsídio EBD
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Elias e Eliseu - 1º Trimestre de 2013
Publicado em 1 de Janeiro de 2013 as 08:58:15 PM Comente
O comentarista é o Pr. José Gonçalves.
As lições estudadas são:
Lição 1 - A Apostasia no Reino de Israel
Lição 2 - Elias, o Tesbita
Lição 3 - A Longa seca sobre Israel
Lição 4 - Elias e os profetas de Baal
Lição 5 - Um homem de Deus em depressão
Lição 6 - A viúva de Serepta
Lição 7 - A vinha de Nabote
Lição 8 - O legado de Elias
Lição 9 - Elias no monte da Transfiguração
Lição 10 - Há um milagre em sua casa
Lição 11 - Os milagres de Eliseu
Lição 12 - Eliseu e a escola de profetas
Lição 13 - A morte de Eliseu

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